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Interpretes dançam lembranças em uma casa Imprimir E-mail
Escrito por Paulo Fernandes   
07-Dec-2009

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memorarvertical.jpgDentro de uma casa, percorrendo os cômodos, cinco intérpretes (um homem e quatro mulheres) dançam as lembranças que cada espaço traz. O cenário fica na bela, saudosista e simbólica Vila dos Ferroviários (tombada como patrimônio histórico nacional), em Campo Grande. A apresentação de Me=Morar, do coletivo de dança Corpomancia, será de 9 a 13 de dezembro e de 16 a 20 do mesmo mês, na rua Dr. Ferreira, 169.

Nas quartas, quintas e domingos, as apresentações serão às 19h30. Já nas sextas e sábados, o espetáculo de 45min começa às 19h30 e 21 horas.

A interprete Luiza Rosa conta que para montra o espetáculo, o coletivo percorreu prédios abandonados, conversou com ex-vizinhos e tomaram como base as próprias experiências. “Não havia como negar a carga histórica, a ativação do imaginário de passado e antigo que aquele local nos oferecia. Resolvemos mergulhar”, conta. “O que a sala significa? É o local onde não se abrem tanto? Oficial?”, questiona.

Coletivo - Me=Morar é um trabalho coletivo com todo mundo fazendo tudo, mas com responsáveis por atividades específicas. “Como é um coletivo de dança? Nós quebramos a hierarquia de quem cria, quem dança. Todos participam da criação cenográfica. Todos participam de tudo”, conta Luiza.

Os intérpretes são Ana Maria Rosa, Franciella Cavalheri, Júlia Aissa, Luiza Rosa, Paula Bueno e Yan Chaparro. O espetáculo também conta com as contribuições de Mary Saldanha (figurinos), Maíra Espíndola (cenário e iluminação), Jonas Feliz (trilha sonora), Werther Fioravanti (produção e operação de som) e Carol Araújo (produção e divulgação).

O palco - A casa/cenário foi cedida para locação pelo professor do curso de jornalismo da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) Edson Silva. Como os cômodos são pequenos, haverá o limite de público de 10 pessoas por apresentação.

Este é o segundo espetáculo do Coletivo Corpomancia. Ele foi contemplado pelo Prêmio Funarte Klauss Viana de Dança – 2008, uma parceria entre Fundação Nacional de Artes e Petrobras.

A primeira experiência em criação coletiva deles foi o jogo-espetáculo “Corpomancia: um jogo de dança em cena”, apresentado em festivais e mostras no estado e, mais recentemente, na Bienal de Dança de Santos (novembro de 2009).

Ingressos estão à venda por R$ 20 (inteira) e R$ 10 (estudantes, idosos e ex-ferroviários) na barraca Aparecida, na Feira Central, e também através do telefone (67) 9262-3335 (Carol Araújo).

 
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